5 invenções que todo mundo rejeitou antes de mudarem o mundo
Em 1938, Chester Carlson apresentou sua revolucionária máquina copiadora à IBM, à RCA, à Kodak e a mais de 20 outras empresas. Todas disseram não. A pesquisa de mercado da IBM concluiu que o mercado de copiadoras era pequeno demais para valer a pena. Cientistas que visitavam o galpão cheio de correntes de ar de Carlson às vezes duvidavam que a invenção dele fosse sequer viável na teoria. Carlson seguiu em frente. Mais de uma década depois, surgiu a primeira copiadora Xerox comercial. A tecnologia que ninguém queria acabou transformando escritórios no mundo inteiro.
A história de Carlson pertence a uma categoria peculiar da história da tecnologia: invenções que pareciam inúteis, impossíveis ou francamente ridículas até o dia em que o mundo, de repente, passou a precisar delas. Aqui estão cinco dos exemplos mais espetaculares.
A copiadora de que todo mundo achava que ninguém precisava

A invenção de Carlson começou com um problema frustrantemente comum. Como advogado de patentes, ele passava os dias copiando documentos à mão. Em 1938, desenvolveu a xerografia, um processo que usava eletricidade estática e luz para criar cópias a seco, sem químicos fotográficos. A ideia era revolucionária — e um veneno comercial.
Empresas como IBM, Kodak e RCA rejeitaram a tecnologia. Algumas consideraram o mercado pequeno demais; outras não conseguiam entender por que alguém precisaria de uma máquina tão cara quando o papel-carbono e os mimeógrafos já existiam.
Carlson finalmente encontrou um parceiro na Haloid Company, uma pequena fabricante de papel fotográfico. Em 1959, chegou a Xerox 914. Era grande, cara e espantosamente bem-sucedida. De repente, os escritórios tinham um jeito de reproduzir documentos apertando um botão. A máquina ajudou a transformar a Xerox num nome conhecido em todas as casas e mudou a forma como a informação circulava nos locais de trabalho modernos.